As temporalidades da mineração de amianto e do ativismo comunitário

Resumo: Nos tempos antigos, acreditava-se que o amianto era um mineral mágico; sua etimologia grega lembra a eternidade. A biopersistência fibras de amianto representa um fator crucial de toxicidade ao amianto e o longo período de latência de doenças relacionadas ao amianto.

Há uma "eternidade fragmentada" incorporada por pessoas expostas ao amianto através de fibras inalada e vivida por membros da comunidade em locais contaminados. Essa “eternidade fragmentada” influencia tanto seu sofrimento e ativismo. Este artigo aborda "múltiplas temporalidades" da mineração (D’Angelo e Pijpers, 2018, nesta edição) com base em pesquisa etnográfica sobre o impacto social e ambiental da extração de amianto em São Felix (Bom Jesus da Serra, Bahia, nordeste do Brasil), uma mina em operação entre o final da década de 1930 e 1967. Nesse cenário, a paisagem e os corpos dos expostos são os “lugares” onde a divisão entre passado e presente desaparece e os processos de desastre iniciados décadas antes continuam. Argumento que, através do ativismo, as pessoas que sofrem os efeitos da contaminação pelo amianto usam os traços da passado inscrito em seu corpo e paisagem para legitimar sua luta em nome da justiça social e tornar sensação das “dissonâncias temporais” que afetam suas vidas.

Palavras-chave: Amianto.Brasil.Ativismo.Justiça social.Modalidade.

 

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